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Viernes, 19 Abril 2013 22:40

Correio Braziliense - Renato Russo em dose dupla

Por
Diretor René Sampaio (D) durante as filmagens de Faroeste caboclo em 2011: pré-estreia em 13 de maio em um shopping da capital. Renato Alves

Milhares de jovens brasileiros dos anos 1980 sabiam de cor e salteado os 159 versos de Faroeste caboclo. René Sampaio de Honório Ferreira era um deles. Ouviu a canção, de 9 minutos, pela primeira vez aos 14 anos.

Na época, morava em Brasília, terra da Legião Urbana. Quando começou a se interessar por cinema, ele sonhava ver nas telonas as desventuras de João de Santo Cristo, o “bandido destemido e temido no Distrito Federal” criado por Renato Russo em 1979, aos 18 anos.

Agora, aos 39 anos, René aguarda ansiosamente a estreia do seu primeiro longa-metragem. Faroeste caboclo, o filme, chega às salas de todo o país em 20 de maio. E, por meio dele, segundo o diretor, o Brasil conhecerá o “lado humano” e a face “verdadeira” da cidade onde o protagonista da obra desembarcou como um “rapaz trabalhador”.

Conforme o Correio antecipou, o filme será exibido primeiramente em 13 de maio em Brasília. Os protagonistas da trama virão à pré-estreia em um shopping. Brasiliense de nascença e criação, René Sampaio espera uma recepção calorosa por parte dos conterrâneos. Por outro lado, ele tenta não pensar na reação dos fãs de Renato Russo e da Legião Urbana. “Decidi não pensar no assunto, em dar uma resposta a eles, senão o filme fica muito travado”, afirmou, em entrevista por telefone. No momento, ele está em São Paulo, dando os últimos retoques na montagem. René vive entre Brasília, onde tem família, São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, produzindo filmes publicitários.

Após enfrentar uma briga judicial no início do projeto — apesar da aprovação da família de Renato Russo, a Editora Tapajós, detentora de direitos autorais da Legião, tentou impedir a adaptação cinematográfica; pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) —, em novembro de 2006, René e Paulo Lins (autor do clássico Cidade de Deus) estiveram juntos em Brasília pela primeira vez, fazendo pesquisa de campo para o longa. Na época, a dupla conversou com traficantes, prostitutas e roqueiros, além de recolher muito documento para o primeiro tratamento do roteiro.

A saga de João de Santo Cristo, no entanto, começou a ser filmada somente em 2011. Quase todas as locações ocorreram no Distrito Federal. Serviram de cenário a Universidade de Brasília (UnB), o Parque da Cidade, a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes, o Lago Paranoá e algumas superquadras. Já Ceilândia foi retratada por meio de uma cidade cinematográfica erguida no Jardim ABC, bairro da Cidade Ocidental (GO), na divisa de Goiás com o DF. A comunidade recebeu a equipe por quatro semanas.

Escrito por Marcos Bernstein e Victor Atherino, com consultoria de Paulo Lins, o roteiro ambienta a rotina violenta de quadras do Plano Piloto e, principalmente, da periferia de Brasília entre 1979 e 1981. Para dar vida à canção nas telonas, os roteiristas criaram novos personagens. Além de João, Maria Lúcia e Pablo, há um senador (Marcos Paulo) e um policial corrupto (Antonio Calloni).

Entre os protagonistas, estão Fabrício Boliveira (minissérie Suburbia) no papel de Santo Cristo, rapaz pobre do interior da Bahia que se muda para Brasília em busca de uma vida melhor. Já Maria Lúcia, a quem Santo Cristo o coração prometeu, é vivida por Isis Valverde. Jeremias — “maconheiro sem-vergonha, que desvirginava mocinhas inocentes e se dizia que era crente, mas não sabia rezar” — é interpretado pelo ator de teatro Felipe Abib.

Biografia
Antes de Faroeste caboclo, Brasília ganhará a telona por meio de Somos tão jovens. Com estreia em circuito comercial anunciada para 3 de maio, enfoca a adolescência de Renato Manfredini Jr. e como ele se tornou Renato Russo. Dirigido por Antônio Carlos da Fontoura, conta a história de um garoto que, após se mudar do Rio para Brasília, em 1973, começou a sofrer uma doença óssea rara, a epifisiólise, fez uma cirurgia e ficou em cadeira de rodas.

Somos tão jovens vai revelar como um rapaz de Brasília, no fim da ditadura, criou canções como Que país é este?, Música urbana, Geração Coca-Cola, Eduardo e Mônica e Faroeste caboclo, hinos da juventude urbana dos anos 1980 que continuam a ser cultuados por uma crescente legião de fãs. A direção musical é de Carlos Trilha, ex-integrante da banda de apoio da Legião e arranjador e produtor de dois CDs solos de Renato Russo, The Stonewall celebration concert e Equilíbrio distante.

Além de atuar no papel de Renato Russo, Thiago Mendonça interpretou todas as músicas no filme, sem dublagem. Para incorporar Renato Russo, ele, que nunca havia tocado ou cantado antes, passou meses se preparando para executar as músicas do longa em performances ao vivo. Além de aulas de canto e violão, o ator teve a oportunidade de conhecer o cantor por meio dos olhos de pessoas muito próximas a ele. Como em Faroeste Caboclo, superquadras, áreas verdes e monumentos da capital também serviram de cenário para as locações.

Adiamentos
Orçado em R$ 6 milhões, Faroeste caboclo tinha estreia prevista para outubro de 2011, depois adiada para o início de 2012. No entanto, os produtores esbarraram na falta de dinheiro para concluir o longa. Uma equipe de mais de 100 pessoas, entre atores, produtores e técnicos, participou das locações na capital, em abril e maio de 2011. O restante foi rodado em junho e julho, no Polo Cinematográfico de Paulínia (SP) e no sertão pernambucano, que serviram de cenário para as cenas da infância e da juventude de João do Santo Cristo.

Em Florianópolis
Com um orçamento de R$ 6,4 milhões, as filmagens de Somos tão jovens começaram no fim de maio de 2011. Após quatro semanas em Brasília, em julho de 2011, a produção mudou-se para Paulínia (SP) para mais quatro semanas de gravações. A pré-estreia do filme ocorreu em Florianópolis, no 4º Encontro de Cinema Nacional, em 8 de março.

Entrevista - René Sampaio
René Sampaio começou a trabalhar realizando vídeos experimentais enquanto estudava comunicação social na UnB. Nos anos 1990, dirigiu e produziu curtas, videoclipes e documentários. Em 2000, lançou Sinistro, vencedor dos prêmios de melhor filme — do júri oficial, do júri popular e da crítica — no 33º Festival de Cinema de Brasília, além de mais 15 prêmios em outros festivais. Em entrevista ao Correio, René antecipa um pouco do que o espectador verá no filme.Por que filmar Faroeste caboclo como o seu primeiro longa-metragem?

Foi um sonho. Um sonho desde moleque. Queria fazer esse filme. Quando todo mundo falava que a música dava um filme, eu já o imaginava. Tentei comprar o direito autoral duas, três vezes. Uma vez, cheguei, conversei com a Bianca (de Felippes), e ela, em dois ou três telefonemas, resolveu tudo.

É um filme para fãs da Legião, do Renato Russo?
Também. Fiz um filme para ao menos um fã, que sou eu. Mas não é só para fãs da Legião. É para quem gosta de cinema. Uma música pode ser uma experiência de nove minutos (tempo de duração de Faroeste caboclo); um livro, de dias; já um filme é uma experiência de duas horas. Cada um tem a sua característica.

Você teme a reação dos fãs da Legião?
Na verdade, não parei para pensar nisso. Mas é claro que dá um frio na barriga. Desde o início do projeto, decidi não pensar no assunto, senão o filme ficaria muito travado. E estamos falando de uma legião de fãs. Não dá para agradar a todos. Mas vamos combinar que, se metade deles gostar, já será bastante gente.

Que Brasília veremos na telona?
Uma Brasília que não é um cartão-postal nem a do estereótipo negativo, do lugar onde só tem político e ladrão. O filme mostra a Brasília de uma gente que trabalha, que rala, que tem planos, sonhos, uma cidade com suas desigualdades e com suas belezas naturais. Acima de tudo, o Brasil verá uma Brasília humana.

 

Modificado por última vez en Viernes, 19 Abril 2013 22:45

Lea a continuación:

  • Liz Pereira: Musikerin und Autorin aus Brasilien

    Von der Reihe "Iberoamerikanische Unternehmer in Österreich" präsentieren wir Ihnen die Musikerin Liz Pereira.

    Ich bin Musikerin (Klavier, Gitarre, Flöte, Perkussion, Gesang), Komponistin, Schreiberin. Ich habe mehrere Musik- und Nicht-Musik-Projekte, die immer die Idee ist die Menschen zu inspirieren! Alle zusammen machen das "LIVING FULLY" Konzept lebendig! Als Teil davon gibt es eine CD mit dem Titel "SOUNDS OF LIGHTS", die im Mai veröffentlichen wird, sowie ein Buch mit dem Titel "THE ABUNDANCE FACTOR", das ich zusammen mit anderen Autoren geschrieben habe, darunter Dr. Joe Viltale aus dem Film, DAS GEHEIMNIS (2006).

    Seit wann genau sind Sie selbstständig mit diesem Unternehmen?
    Seit 6 Jahren, nur in Wien.

    Grundsätzlich erstelle ich die Projekte und es sind mehr Menschen am Ausführungsprozess beteiligt, entweder Musiker (Mike Scharf-AUT / AT, 6- und 7-saitige Gitarren, João Pedro Wagner- BRA / AT, Cavaquinho, Bandolin und Percussion und Ocimar Correa Filho - BRA, Violine in der CD), eine großartige Fotografin (Fernanda Nigro-BRA), ein wunderbarer Designer (Paulo Bastos - PT), Georg Lutsch mit seinem High-Tech-Studio. Bei der Erstellung des Projekts "Liz Pereira & Brasil Universalis" hatte ich die Unterstützung der brasilianischen Botschaft in Wien, sowie Suzy de Oliveira als unsere Theaterleiterin, Kate Steiner für Videos und Fotos und zwei großartige Partner, die leben in Brasilien, das uns auf Distanz helfen könnte: Carolina Flores hat die Kostüme gemacht und André Siqueira hat das gesamte audiovisuelle Material für das Konzert "Vienna visita o Rio de Janeiro" gemacht.

    Mein Publikum besteht aus Menschen jeden Alters, denn ich habe auch ein sehr schönes interaktives Konzert für Kinder namens "Lass uns mit Curupira spielen". Das "Living Fully" Konzept hat das Hauptziel, möglichst viele Menschen zu erreichen und ihnen zu helfen, sich selbst durch Musik und andere Techniken, die Lesen, Schreiben, Kreativität und eine einzigartige Form der Meditation beinhalten, zu finden.

    Ihr Alleinstellungsmerkmal?
    Ich glaube an meine starke Geschichte und Musik. SOUNDS OF LIGHTS CD wurde zum Beispiel geboren, nachdem ich beschlossen hatte, die heilenden Lichter des Universums in Musik zu verwandeln. Die Songs sind in 432Hz komponiert, das ist die Schwingung des Universums. Jedes Lied wird mit dem richtigen Instrument und Tastenakkord gespielt, um die Energiezentren unseres Körpers auszugleichen. Dann kannst du mich fragen: Woher weißt du, dass diese Lichter existieren? Weil sie mein Leben schon zweimal vor dem Sterben gerettet haben und das, was es in dem Buch ist. Im Booklet der CD biete ich ein sehr einfaches Programm an, wo Leute es selbst testen können!

    Was war der Anlass für Ihren Schritt in die Selbstständigkeit?
    Es gibt keinen besonderen Grund. Ich wünschte, ich könnte einen großartigen Job als Musikerin haben, aber leider ist es nicht so einfach. Beides ist nicht einfach, aber ich arbeite lieber nach meinen eigenen Vision.

    Was ist Ihre Vision?
    Meine Vision ist es, Menschen zu inspirieren. Ich habe eine starke Lebenserfahrung kombiniert mit einer großen Liebe in meinem Herzen. Ich glaube, es gibt bestimmte Dinge, die mann tun kann, um sich vor deiner Umgebung zu schützen und dein Leben einfacher zu machen, mit mehr Farben und Tönen!

    Liz Pereiras Buch:
    Liz Pereiras Buch: "THE ABUNDANCE FACTOR"

    Was sind Ihre kurzfristigen und mittelfristigen Ziele?
    Bis Mai werden die CD SOUNDS OF LIGHTS und BOOK - THE ABUNDANCE FACTOR veröffentlicht. Für alle wird es eine Online-Version geben. Dann ist die Idee, die CD und das Buch anzubieten, indem möglichst viele CD-Präsentationskonzerte gespielt werden. Das ist in der Tat eine Art Soloprojekt und ich suche eine Agentur und Sponsoren. Dies ist in der Tat eine Art Soloprojekt. Ich denke, es ist Zeit dafür. Der letzte Schritt ist, den Workshop "Living Fully" zu präsentieren, um das Konzept zu teilen, dass das Leben im Allgemeinen nicht einfach ist; mann kann sich auf eine andere Weise mit den Dingen verbinden, indem du dich im gegenwärtigen Moment konzentrierst. Und der erste Hinweis, den ich gebe, ist: weg von den konventionellen Medien! Ich entschied mich für diese Erfahrung und seit fast 7 Jahren sehe ich nicht fern, lese Zeitung, höre Radio, lese oder schaue Nachrichten im Internet. Nichts! Ich sage dir, obwohl ich mich so benehme, weiß ich mehr, als ich möchte! Die Idee dieser Medien ist es ANGST in deinem Herzen zu pflanzen! Dann werden alle Ihre Aktionen, einschließlich der Abstimmung, auf Angst basieren. Dies ist nur der Anfang! Ich sage dir, du fühlst dich anders und verstehst am Ende, dass das Beste, was du für die ernsten Probleme in der Welt tun kannst, ist, deine eigene Energie zu verändern und dein Bestes dem Planeten anzubieten. Meditieren! Gut fühlen! Schicke der ganzen Sache gute Energie! Es ist schon viel!

    Was gefällt Ihnen besonders gut an Ihrer Selbstständigkeit?
    Ich bin gerne frei und kreativ! Ich arbeite nach meiner Zeit und das habe ich respektiert, nachdem ich eine Liste von Gesundheitsproblemen hatte, einschließlich zweier Burnouts! Ich stimme absolut nicht zu, dass Sie leiden müssen, um Geld zu verdienen! Geld ist Energie der Möglichkeiten, Freiheit und ich bin sehr stolz darauf, die Denkweise ändern zu können, dass Geld Stress ist! Also, ich liebe es zu fließen und zu erschaffen!

    Was empfinden Sie im Unternehmertum als unangenehm bzw. sollte Ihrer Meinung nach abgeschafft bzw. geändert werden?
    Wien ist bekannt als die "Stadt der Musik" weltweit! Aber Musik ist weit davon entfernt, als Beruf hier respektiert zu werden, besonders in der Jazz- und Weltmusikszene! Jahr für Jahr wird immer schlimmer! Wenn ich dem Absurden zustimmen würde, würde ich jeden Tag ein unbezahlt Konzert haben! Die Leute weigern sich zu verstehen, dass hinter einem Konzert viel Arbeit steckt, die auch Geld kostet. Sie weigern sich auch zu verstehen, dass Musiker Rechnungen bezahlen wie jeder! Ich kann zum Beispiel die U-Bahn nicht benutzen und bezahlen wie ich will, kann ich? Ich vermisse eine starke Regulierung in Österreich, die die Orte verpflichten würde, Musiker mit fairen Fixzahlungen einzustellen. Oder Musikschulen, die für einen Lehrer 7 EUR netto pro Stunde bezahlen! Es sollte verboten werden!

    Mehr Info: www.lizpereira.com 

    --

    Lateinamerikaner und Spanier sind an Herausforderungen gewöhnt. Und wenn man ihnen sagt „das geht nicht“, dann setzen sie alles daran zu zeigen, dass es sehr wohl geht! Schreib uns wenn Du über Dich erzählen möchtest: redaktion@culturalatina.at

  • Cámara de Economía presentó el potencial empresarial de Brasil

    Los dos jóvenes empresarios comprometidos Anielle Guedes y Pablo Handl fueron invitados para exponer sus experiencias en la Cámara de Comercio de Austria en Viena, en el Lateinamerika-Tag. Los dos trabajan en Brasil y en otros países con el interés de encontrar soluciones para la problemática social.

    De la NASA a las favelas

    Anielle Guedes, fundadora de la compañía Urban 3D, se presentó como conferenciante al comienzo del podio. Logró motivar al público en un largo día con un discurso inspirador.

    La joven empresaria de Sao Paolo ya ha logrado mucho con sólo 24 años: su currículum/biografía es impresionante, incluye títulos en física y economía, cursos postgrados, entre otros con la NASA en California y además ha dado conferencias en la ONU, en el G20 y en el Banco Mundial.

    Fundó su empresa Urban 3D como reacción ante varios problemas sociales en Brasil, especialmente porque estaba impactada por un periodo de tiempo en el cual había experimentado de primera mano la realidad de muchas personas brasileras, viviendo y trabajando en cinco favelas diferentes de Sao Paolo. Esta experiencia la llevó a comprender la gran importancia que tienen la infraestructura, los edificios y el transporte para la vida cotidiana de la gente y también le dio la motivación por cambiar algo.

     

    Ein Beton-Teil aus dem 3D-Drucker von Urban3D (Foto: CulturaLatina.at)
    Una pieza de concreto impresa con un impresor 3D, de la empresa Urban3D (Foto: CulturaLatina.at)

    Concreto impreso

    Urban 3D se dedica a fabricar elementos de concreto para la construcción, usando una impresora 3D de tecnología avanzada, con el objetivo de contribuir al mejoramiento de la infraestructura, y esto por una décima parte del costo actual y una décima parte del tiempo necesario. Con esta tecnología innovadora fue invitada incluso por la NASA a participar en la construcción de casas en la luna y en Marte.

    Todo esto muestra que los problemas de Latinoamérica a veces pueden ofrecer posibilidades y soluciones para temas globales. Sobre todo, se debe señalar no considerar a América Latina como un lugar que necesita ayuda para el desarrollo, sino también como un socio para colaboraciones. Al terminar su discurso la empresaria dijo: “Para desarrollar todo el potencial de Latinoamérica es fundamental la cooperación con diferentes países como Austria, que pueden aportar algo.” Con estas palabras motivadoras cerró su discurso. Luego otro empresario de Brasil mostró su potencial empresarial.

    Incubadora para las ideas

    El empresario brasilero Pablo Handl, quien estudió en Viena, fue invitado a participar en un coloquio sobre el mercado empresarial de Brasil. En el año 2005 decidió tomar un vuelo de Viena a Sao Paolo (sin un pasaje de vuelta) y se atrevió a empezar algo nuevo, aunque la situación inicial – con respecto a la economía – fuese totalmente distinta a la austriaca. Y lo logró! A pesar de todos los impedimentos que se encontraron en su camino. Hoy en día su iniciativa Social Impact Lab se encuentra en toda Latinoamérica, así como en Viena y en otros países. Social Impact Labs les llaman a las incubadoras (o los aceleradores) para las empresas, las cuales proporcionan oportunidades y recursos a los Social Business para que desarrollen sus ideas.

    Precisamente este contacto con los empresarios y empresarias jóvenes le convence de que Brasil tiene una gran cantidad de gente motivada, que el área de los jóvenes empresarios crece y se desarrolla de manera dinámica. Por muy difícil que la situación sea y a pesar de que el país solo está logrando recuperarse de la recesión, el estado de ánimo es bueno, según Pablo. La admiración que muestra Handl por este país latinoamericano, no se lo quita nadie, por muchas dificultades que existan.

    Y para todas las empresas que ahora también están interesados en el mercado de Brasil, la oficina federal para el comercio exterior de Austria organiza la Innovation Landing Zone en Sao Paolo.
    Este programa tiene como objetivo hacer lo posible para que empresas austriacas bien seleccionadas puedan aproximarse a la situación de Brasil durante un mes, así como para hacer contactos, y de esta forma considerar una posible expansión de negocio al país más grande de América Latina.

     

  • 28.000 Personen mit brasilianischen Wurzeln in Österreich

    Von 5. bis 21.08., finden die Olympischen Sommerspiele im brasilianischen Rio de Janeiro statt.

    Es ist das erste Mal, dass die Spiele in einer südamerikanischen Stadt stattfinden und nach Mexiko-Stadt im Jahr 1968 das zweite Mal in einer lateinamerikanischen Stadt.

    Aus diesem Anlass wirft die Medien-Servicestelle Neue Österreicher/innen einen Blick auf die brasilianische Community in Österreich. Laut Statistik Austria leben 5.129 in Brasilien geborene Personen in Österreich. Der Verein Abrasa schätzt, dass 28.000 Personen mit brasilianischen Wurzeln in Österreich leben.

    Diaspora: 28.000 Personen mit brasilianischen Wurzeln

    Die Zahl der gebürtigen BrasilianerInnen, die in Österreich leben, hat in den vergangenen zehn Jahren zugenommen: So lebten 2007 3.988 gebürtige BrasilianerInnen in Österreich, zehn Jahre später waren es 5.129.

    Mehr lesen: medienservicestelle.at

    Weitere Informationen: integrationsfonds.at

  • Bem-vindo ao elo europeu de educadores de português como língua de herança

    Nascido no bojo do I Simpósio Europeu de Português como Língua de Herança, realizado em Londres em outubro deste ano, o Elo Europeu de Educadores de Português como Língua de Herança (ELO EUROPEU) visa atender ao desejo de mobilizar educadores, professores e atuantes de português como língua de herança em toda a Europa.

    Ao criar uma rede de profissionais de POLH, o Elo Europeu busca representar o continente como uma região integrada e, assim, aumentar sua representatividade, sua visibilidade e, por conseguinte, sua influência junto às autoridades competentes.
    O Elo Europeu almeja servir, por meio da participação ativa de seus membros, de instrumento para que suas reivindicações sejam objeto de prioridade em iniciativas e projetos governamentais e privados nesta área de ensino.

    Ademais, o Elo Europeu busca ser um aliado de organizações e iniciativas já existentes na área, contribuindo para uma maior sinergia entre estes e para a divulgação de suas atividades na Europa.
    A rede objetiva, ainda, ser uma arena de intercâmbio de experiências prático-docentes entre seus membros.
    Junte-se a nós e abrace esta causa!

    Equipe fundadora, Andréa Menescal, Maria José Maciel, Juliana Gomes, Adenilson Pereira.

    Gostaria de fazer parte do Elo Europeu?
    Adicione o Elo Europeu de Educadores de POLH no seu Facebook e convide seus colegas de profissão a fazerem o mesmo. O endereço é: https://www.facebook.com/groups/EEPPOLH/

    Objetivos do Elo Europeu:
    •    Em parceria com instituições públicas e privadas, oferecer cursos de formação para educadores de POLH que incluam professores de toda a região integrada, incluindo conteúdo local;
    •    Participar de iniciativas de capacitação e elaboração de material de ensino de POLH;
    •    Receber apoio financeiro de entidades públicas e privadas pra a promoção de atividades de profissionalização do ensino de POLH na região;
    •    Fomentar o intercâmbio de metodologias e práticas entre o ensino de POLH e o de PLE;
    •    Ter suas reivindicações consideradas na Conferência Mundial de Brasileiros no Mundo, realizada anualmente.

  • Fenômeno 'cearês': De Pacatuba para o Brasil

    Maior sucesso de público da história do Ceará, a comédia 'Cine Holliúdy', que estreia hoje no Sudeste, sofreu rejeição em editais e festivais antes de surpreender o mercado Rodrigo Fonseca.

    Rodrigo FonsecaTratado pela cena audiovisual brasileira como um canteiro para experiências autorais, o Ceará provou ser bom também em lotar cinemas (e fazer multidões rirem) ao emplacar o mais inusitado fenômeno de bilheteria do ano no país: "Cine Holiúdy". Com legendas para o traduzir o "cearês" (ou "cearencês"), o dialeto do estado, a produção de R$ 1 milhão dirigida por Halder Gomes chega só hoje ao Sudeste, com 43 cópias (15 no Rio), cerca de 15 semanas após sua estreia em Fortaleza, período em que impressionou o mercado exibidor com 400 mil ingressos vendidos apenas no Nordeste. Foram 280 mil pagantes só em solo cearense, onde o filme estreou em 9 de agosto, ocupando dez das 50 salas locais.
    "Cine Holiúdy" tornou-se o maior sucesso de público de toda a história do Ceará nas telas.
    - Quando o filme caiu em nossas mãos, nossa ambição, no otimismo, era chegar a 50 mil pagantes. Quando ele explodiu no Ceará, o mercado viu que fenômenos regionais existem e fazem diferença - diz Bruno Wainer, distribuidor do longa pela Downtown Filmes.

    Com mais 50 mil espectadores das regiões Centro-Oeste e Norte, a arrecadação de "Cine Holliúdy" hoje chega a R$ 4,6 milhões. É uma rentabilidade capaz de deixar muito candidato a blackbuster no chinelo. E ela surpreende mais quando se sabe que a comédia de Halder, sobre o dono de um cineminha em Pacatuba (cidade a 40 minutos de Fortaleza), foi rejeitada em editais, em sua fase de captação, e nas mostras competitivas de alguns dos maiores festivais do país, depois de pronta, por seu caráter popular escancarado.

    - Festivais como os de Gramado, Rio, Amazonas, Brasília, Ceará e o Cine PE (em Olinda) ignoraram o filme em suas competições. As curadorias nacionais ignoram comédias. Mas ele correu mostras no exterior, como as de Bangcoc, Los Angeles, Lisboa e Montevidéu, conquistando em todos os festivais estrangeiros em que concorreu, vitória na categoria voto popular - orgulha-se Halder, cineasta de 46 anos formado em Administração, que foi dono de academia de artes marciais e produtor do também sucesso "Bezerra de Menezes - O diário de um espírito" (2008).

    O êxito de "Cine Holliúdy" (cuja parte dois já foi encomendada) garantiu ao cineasta a reverência de um midas das bilheterias no país: seu conterrâneo Renato Aragão, astro de 30 blockbusters.
    - Fiquei maravilhado ao ver uma pessoa ser ousada o suficiente para fazer um filme no dialeto de nossa terra e levá-lo, na raça, para o país todo - aplaude o eterno Didi Mocó. - O filme atravessou fronteiras porque é bom. Não foi só o Ceará que venceu junto com Halder. Foi o Brasil.
    Rodado na capital cearense e em locações em Quixeramobim, Quixadá e na própria Pacatuba, "Cine Holliúdy" é derivado de um curta homônimo de 2004, orçado em R$ 50 mil e lançado com o subtítulo de "O artista contra o cabra do mal". Ali, em 15 minutos, Halder criou Francisgleydisson (vivido por Edmilson Filho). Dono de um cinema no interior do Ceará dos anos 1970, ele inventa loucas peripécias (como simular cenas de luta) para manter a casa lotada, apesar da concorrência da televisão.
    - Quando o curta foi disponibilizado nas locadoras do Ceará, superou filmes como "Matrix", entre outros blockbusters, na procura popular - vibra Halder.
    No longa, a luta de Francisgleydisson se torna mais difícil, pois a sobrevivência de seu poeira é o tudo o que pode garantir o sustento de sua mulher (Miriam Freeland) e filho (Joel Gomes).
    - Meu filme fala sério quando aborda a desaparição dos cinemas de rua do Brasil - diz Halder, que, de passagem pelos EUA, como Stunt fighter (dublê de lutas) e instrutor de taekwondo, acabou dirigindo um longa em inglês, "Cadáveres 2" (2008), em parceria com seu parceiro de lutas, Gerson Sanginitto.

    Com a adesão de Edmilson para repetir o papel de Francisgleydisson, o diretor resolveu expandir o universo de seu herói para o formato longa após os elogios que colheu no Festival do Rio de 2005. Inscreveu então o projeto nos editais de baixo orçamento do MinC. Foi esnobado quatro vezes, até ser contemplado na cota regional do Nordeste.
    - Meu instinto de lutador, acostumado a cair e se levantar, fala mais alto nas horas de dificuldades. São muitas as variáveis para o mercado e as curadorias serem míopes ao potencial de um filme. O meu foi confundido com uma comédia sem reflexão séria. Mas o sucesso do curta que o originou me dava a certeza de que havia uma plateia formada para "Cine Holliúdy", assim como me dava a confiança de que seu lado exótico despertaria curiosidade fora do Ceará - diz Halder, que hoje prepara a comédia "O shaolin do sertão", também ligada à tradição cinéfila nordestina e a kung fu.

    Para analistas de mercado, a fórmula de distribuição de "Cine Holliúdy" - concentrar o lançamento em seu estado de origem e depois expandir, primeiro regionalmente, e mais tarde para âmbito nacional - foi um balão de ensaio para uma nova fórmula.
    - Pode-se dizer que esta comédia cearense é um filme experimental em parâmetros de mercado, pois mostrou que é possível fazer sucesso de dentro para fora, aos poucos, pelas beiradas - analisa Paulo Sérgio Almeida, diretor do site Filme B, que avalia bilheterias no país.
    Dois outros títulos vão seguir o mesmo caminho: o mineiro "O menino no espelho", de Guilherme Fiúza Zenha, e o sergipano "A pelada", de Damien Chemin.
    - Quando a plateia de uma região se identifica com o que vê, ela reage bem - diz Halder. - Com meu filme foi assim.

  • Documentário retrata o músico Paulo Moura

    'Paulo Moura - Alma Brasileira' revê o artista aberto a muitas vertentes e comprova seu talento.

    Zuza Homem de Mello - O Estado de S. Paulo (07/05/2013) A figura serena de Paulo Moura (1932-2010), na entrevista que se espalha por todo o filme dirigido por Eduardo Escorel, traz à tona e de viva voz traços marcantes de sua personalidade musical que fica bastante evidente no trecho em que ele se refere com admiração a Pixinguinha. Sempre vi Paulo Moura como o músico brasileiro que mais se parecia com Pixinguinha, como instrumentista e com a atividade abrangente de autor, arranjador e regente. O filme Paulo Moura - Alma Brasileira corrobora plenamente minha percepção, a de que meu querido amigo de intermináveis horas de conversas foi não um seguidor, mas uma continuação de Pixinguinha.
    Igualmente merece destaque no filme o aspecto que Paulo cultivou por toda a sua vida, de tocar para dançar, como é abordado em outro trecho do depoimento. Tocar para dançar, ao contrário de ser uma atividade secundária, era para Paulo de importância fundamental na sua carreira, e isso o filme também valoriza em vários outros momentos em que está tocando e se divertindo.

    Paulo também dava importância ao improviso de caráter jazzístico, o que fica patente no seu solo em Só Louco no programa Jazz Brasil. Na cena seguinte, em que toca com o baterista Paschoal Meirelles, numa execução tão experimental quanto certas gravações do clarinetista/saxofonista Jimmy Giuffre, fica patente seu lado vanguardista. E também quando Paulo toca Mozart, o que apenas músicos como Benny Goodman, um dos que tanto admirou, conseguiram.

    Além da atividade de músico aberto a tantas vertentes, uma marca que é valorizada na obra de Paulo Moura através dos 3 instrumentos que tocou em fases diferentes (clarinete, sax alto e sax soprano), Paulo Moura - Alma Brasileira se debruça também sobre sua atuação como regente em várias cenas (quer à frente de uma big band no Festival de Jazz do Anhembi, quer seja dirigindo uma grande orquestra no Teatro Municipal de São Paulo no espetáculo de Milton Nascimento), o que também o coloca como mais que um músico executante. Paulo mostra através dessas e outras cenas a autoridade musical que pautou sua carreira mesmo quando não soprava o instrumento. Em outras, o filme revela como Paulo se empenhava para superar obstáculos em execuções que marcaram sua trajetória.

    Alma Brasileira traz à tona atuações relevantes, valorizando o variado espectro de sua carreira dedicada à música brasileira e - para quem como eu privou de sua amizade por mais de 40 anos, testemunhando sua trajetória - coloca sua figura na posição ímpar, como verdadeiro ícone de inspiração aos jovens.

    Paulo Moura - Alma Brasileira não só deixa claro que Paulo dedicou sua vida à música, conseguindo com seu talento e dedicação se tornar um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos, como faz justiça ao reconhecimento que teve em vida no País e no exterior, num exemplo de amor à música por toda a vida.

  • O cara das 7 cordas: Rafael dos Anjos

    Maíra de Deus Brito. Desde os 11 anos, Rafael dos Anjos tem o violão como amigo inseparável. Depois de aulas com professores particulares, na Escola Parque e no Clube do Choro, Rafael fez parte dos grupos Sorrindo À Toa, Trio Cai Dentro e Choro Livre.

    Hoje, aos 27, o violonista é um dos principais artistas da cidade em palcos cariocas, e leva no currículo trabalhos com Hamilton de Holanda e com bambas do samba. "Um dia, Arlindo me telefonou, chamando para tocar no disco do Sombrinha. Fiquei emocionado pra caramba. Não é qualquer pessoa: é o Arlindo Cruz, o maior compositor de samba do Brasil!", conta o músico.

    Quando e como começa sua trajetória na música?
    Tinha uns 11 anos quando vi um amigo tocar violão e disse para minha mãe que também queria tocar. Passei a ter aulas com Marcelo Dudy e, paralelamente, com Brito 7 Cordas (Ricardo Farias), na Escola Parque (210/211 Norte). Com Marcelo, aprendi MPB e bossa nova; com Brito, choro. Ele formou o primeiro grupo da Escola Parque, Os Novos Chorões. Foi o primeiro momento em que me apresentei como músico.

    Rafael dos Anjos

    Depois você foi para o Clube do Choro?
    No Clube do Choro, tive aulas com Everaldo Pinheiro, que também foi professor do Hamilton (de Holanda) e, toda uma geração de músicos de Brasília. Depois, formei o grupo de choro Sorrindo À Toa. O Reco (do Bandolim) olhava para gente como o futuro do Clube do Choro. Eu, Henrique Neto e Márcio Marinho ficamos empolgados com o trabalho do Brasília Brasil Trio (formado por Hamilton de Holanda, Rogério Caetano e Daniel Santiago) e criamos o Trio Cai Dentro. Ali, o Reco percebeu que estávamos prontos para entrar no Choro Livre, que representou uma escola para mim. Foi muito aprendizado e troca com os artistas com quem toquei.

    Desses artistas com que você dividiu o palco tocando com o Choro Livre, quem foi inesquecível?
    O Hermeto Pascoal. Ele é realmente o mago da música. Hermeto não só deixava tocar do jeito que a gente quisesse, como instigava. Durante um show, tocávamos a música e, de repente, ele dizia para levá-la sozinho. Não tinha essa de nervosismo. Foram apresentações especiais.
    Quem são suas influências musicais? Para criar arranjos, em quem se inspira?
    Sem dúvida, a principal influência é o Hamilton (de Holanda). Ele sempre foi muito contemporâneo no jeito de tocar, um artista completo. Hamilton tocou tudo do choro, da música brasileira e hoje faz um som próprio. Ele é a minha maior inspiração. Os arranjos do Lula Galvão, nos discos da Rosa Passos, foram fortes influências como violonista. Tem outros que curto muito, como Gilson Peranzzetta e J. Moares.

    Você tem discos com o Trio Aquário, Galinha Caipira Completa, Jambrosia e Choro Livre. Há planos de algum trabalho só seu?
    Tenho dois projetos de discos. O primeiro é mais voltado para samba, que quero gravar com violão e percussão. Com o violão em evidência, mais ou menos como Baden Powell e Raphael Rabello fizeram, mas com uma linguagem carioca, por isso a percussão. O segundo é gravar um disco de quarteto, com violão, bateria, baixo e saxofone. Um som mais universal, perto do jazz, com improvisação.
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    Desde o início do ano, você está dividido entre projetos aqui e no Rio de Janeiro. Porque se arriscar na capital fluminense?
    As viagens para o Rio estavam frequentes e, em um determinado momento, senti que tinha que me mudar. As coisas estavam acontecendo no Rio. Foi algo que sempre quis, desde o início da carreira como violonista.

    No Rio, você está envolvido em vários projetos, entre eles o Baile do Almeidinha com Hamilton de Holanda. Como surgiu esse convite?
    Conheci o Hamilton em Brasília. Ele era professor da escola de choro e me viu tocar num workshop com Toninho Horta. Desde então, tem acompanhado minha carreira e nós viramos amigos além da música. Na gravação da Sinfonia Monumental (peça criada para os 50 anos de Brasília), Daniel Santiago não pôde participar, e o Hamilton me convidou para substituí-lo. A partir dali, sempre que Daniel não podia estar presente, me chamava para tocar. E, quando Hamilton decidiu fazer o baile dançante com música instrumental no Circo Voador, me convidou para fazer parte desse trabalho.

    O álbum Fé no batuque, de Marcelinho Moreira, conta com sua participação no violão 7 cordas e em alguns arranjos….
    Estava com férias marcadas para o Rio, quando Marcelinho me avisou que começaria a gravar o disco. Fui ao estúdio sem nenhuma pretensão e acabei gravando uma faixa com Cláudio Jorge. Num determinado momento, surgiu a dúvida em gravar duas músicas. Uma era do pai do Marcelinho, a outra do Martinho da Vila. O Arlindo (Cruz) bateu o martelo e escolheu a do Martinho, Samba sem letra. Às 21h, me deram a canção para fazer os arranjos. Varei a madrugada e, às 9h do dia seguinte, meio nervoso, mostrei o resultado final para o Arlindo. Ele virou meu fã. Ali a porta se abriu. Na verdade, ela estava semiaberta e ficou escancarada.

    E o novo CD do Sombrinha?
    Fiz quatro arranjos e toco violão 7 cordas em todas as faixas. O Sombrinha sempre demostrou carinho por mim e vontade de ter a minha participação no trabalho dele. Um dia, Arlindo me telefonou, chamando para tocar no disco (do qual ele é produtor). Fiquei emocionado pra caramba. Não é qualquer pessoa: é o Arlindo Cruz, o maior compositor de samba do Brasil! Foi uma experiência única.

    "Hermeto Pascoal é realmente o mago da música. Não só deixava tocar do jeito que a gente quisesse, como instigava".

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